Altos e baixos

Com alimentos e combustíveis mais caros, país volta a ter alta da inflação

IPCA subiu 0,26% em junho, depois de cair no mês anterior. Índice oficial divulgado pelo IBGE acumula 0,10% no ano e 2,13% em 12 meses

Reprodução/Montagem RBA
Arroz, feijão, leite e carne: produtos básicos subiram de preço

São Paulo – O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,26% em junho, após queda de 0,38% no mês anterior, segundo informou o IBGE na manhã desta sexta-feira (10). Agora, o indicador oficial de inflação no país soma 0,10% no ano. Em 12 meses, varia 2,13%.

Sete dos nove grupos que compõem o IPCA subiram no mês passado. Destaque para Alimentação e Bebidas, que foi de 0,24%, em maio, para 0,38%.

Segundo o IBGE, alimentos para consumo em domicílio aumentaram 0,45%, em média. O instituto apurou altas em itens como carnes (1,19%) e leite longa vida (2,33%). Também subiram os preços do arroz (2,74%), do feijão carioca (4,96%) e do queijo (2,48%). Entre as quedas, tomate (-15,04%) e cenoura (-8,88%).

Comer fora ficou 0,22% mais caro. Isso aconteceu por causa do lanche, que aumentou 1,01% e contribuiu com 0,02 ponto percentual no índice mensal. Já o preço da refeição caiu 0,07%.

Gasolina sobe

Depois de quatro quedas, o grupo Transportes aumentou em junho, com variação de 0,31%. A gasolina, que subiu 3,24%, representou o maior impacto individual do mês: 0,14 ponto. Outros combustíveis também tiveram alta: etanol (5,74%), gás veicular (1,01%) e óleo diesel (0,04%). Com isso, esse item registrou elevação de 3,37%, após cair 4,56% em maio.

Já os preços das passagens aéreas caíram 26,01%, em média, quase repetindo o resultado do mês anterior (-27,14%). Esse item representou o maior impacto individual negativo do mês: -0,11 ponto. E o transporte por aplicativo, que havia aumentado 5,01% em maio, teve queda de 13,95% (-0,03 ponto). O metrô subiu 1,43%, com reajuste no Rio de Janeiro, e o táxi caiu 0,35%, com cancelamento de um reajuste também no Rio.

O grupo com maior alta em junho foi Artigos de Residência (1,30%). O resultado pode se explicar, em parte, pelo período de quarentena doméstica. O item eletrodomésticos e equipamentos subiu 2,92% e artigos de TV, som e informática, 3,80% – contribuições de 0,02 e 0,03 ponto, respectivamente. Por sua vez, os itens de mobiliários caíram 1,33%, menos do que no mês anterior (-3,17%).

Gás de botijão aumenta, energia cai

Habitação, grupo de maior peso na composição do IPCA, teve pouca variação no mês (0,04%). Enquanto o gás de botijão aumentou 1,41%, a energia elétrica residencial caiu 0,34%. O instituto apurou ainda queda de 0,18% no gás encanado e aumento na mesma proporção do item água e esgoto.

Em Saúde e Cuidados Pessoais, alta de 0,35%. Os produtos farmacêuticos subiram 1,44%, com impacto de 0,05 ponto.

E o grupo com maior variação negativa (-0,46%; -0,02 ponto) foi o Vestuário. Segundo o IBGE, caíram preços de roupas femininas (-0,95%) e infantis (-0,41%), além de calçados e acessórios (-0,61%). Joias e bijuterias subiram 0,54% e acumulam 6,50% no ano.

Entre as áreas pesquisadas, o menor índice foi registrado no município de São Luís (-0,35%). E o maior, na região metropolitana de Curitiba (0,80%). Na Grande São Paulo, o IPCA variou 0,29%. No acumulado em 12 meses, o índice varia de 0,80% (novamente São Luís) a 2,65% (regiões metropolitanas de Fortaleza e de São Paulo).

INPC também sobe

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) variou 0,30%, depois de cair 0,25% em maio, informa o IBGE. Soma 0,36% no ano e 2,3% em 12 meses.

Os produtos alimentícios subiram 0,37% no mês passado. Já os não alimentícios variaram 0,28%.