Sem vagas

São Paulo perde 340 mil empregos com carteira no ano. Só agropecuária tem crescimento

De 11,7 milhões de vagas formais no estado, 3,8 milhões entraram no programa que prevê corte de jornada e salário

Reprodução/Montagem RBA
Setor de agropecuária abre vagas, mas indústria segue fechando

São Paulo – O estado de São Paulo perdeu 340 mil empregos com carteira de janeiro a maio, 30% da queda nacional. O levantamento é da Fundação Seade, vinculada ao governo paulista, com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

Apenas em maio, foram perdidos 104 mil postos de trabalho, redução de 0,9%. Foram registradas 236 mil admissões, mas o número foi superado pelo de cortes (340 mil).

De acordo com a sistematização feita pelo Seade, apenas a Região Administrativa de Araçatuba abriu postos de trabalho no período de janeiro a maio (1.312). As demais fecharam vagas. Foram menos 116.661 apenas na capital, 78.082 nos demais municípios da Grande São Paulo e 54.333 na região de Campinas. Destaques ainda para as regiões de São José dos Campos (menos 24.014), Sorocaba (17.659) e Santos (13.811).

Agro cresce, indústria cai

No ano, apenas o setor de agropecuária cria postos de trabalho: 28 mil, de janeiro até maio. A construção civil ficou relativamente estável (-6 mil). Cortaram vagas a indústria (65 mil), o comércio (142 mil) e a área de serviços (154 mil).

De um total aproximado de 11,7 milhões de empregos no estado, 3,8 milhões estavam incluídos no programa nacional de preservação do emprego, que prevê redução de jornada e salários e/ou suspensão dos contratos. O programa foi criado pela Medida Provisória 936, que se tornou a Lei 14.020.

Segundo o Ministério da Economia, esse programa já ALCANÇOU 11.698.243 trabalhadores e 1.348.733 estabelecimentos. De abril a junho foram 5.423.172 acordos de suspensão do contrato. E mais de 6 milhões de acordos de redução salarial, sendo 2,2 milhões com corte de 70%, 2,1 milhões de 50% e 1,7 milhão de 25%.