Covid-19

Governadora do Rio Grande do Norte apela para que governo resolva falta de medicamentos

Em entrevista ao Brasil TVT, Fátima Bezerra (PT) afirmou que os respiradores chegaram com atraso de três meses. O problema, agora, é a falta de medicamentos

Reprodução
A governadora criticou o pagamento do auxílio emergencial. Além de humilhante, causou aglomerações

São Paulo – A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), fez na noite de hoje (28) um apelo ao governo Bolsonaro para que tome providências para solucionar a falta de medicamentos para os pacientes em estado grave de covid-19. “Já mandamos ofício ao Ministério da Saúde, ainda sem resposta, pedindo a interferência da estrutura do governo federal na compra. Acreditamos que com ajuda do Itamaraty, junto aos laboratórios, será mais fácil resolver esse problema do desabastecimento”.

O problema atual, segundo ela, surge na sequência de um outro, igualmente grave: a falta de respiradores para as UTIs dos hospitais do SUS. “Esses equipamentos chegaram apenas em junho, com três meses de atraso”, disse aos repórteres Marilu Cabañas e Cosmo Silva do programa Brasil TVT.

O Rio Grande do Norte tem 24,3 mil casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus e 937 óbitos. Na Região Metropolitana de Natal, a taxa de ocupação de leitos é de 97,3%. Segundo a governadora, o estado enfrenta a fase mais crítica da doença.

Fátima disse que estava “arrumando a casa” do SUS no estado no começo de seu segundo ano de governo quando chegou a pandemia. “Se a gente não tivesse seguido à risca as orientações da OMS (Organização Mundial de Saúde), a situação seria bem pior”.

Ela criticou as falhas no auxílio emergencial, como a demora para as pessoas receberem. Para ela, o governo poderia ter utilizado estruturas disponíveis para facilitar o pagamento, como o Serviço Único de Assistência Social (Suas), os Correios e lotéricas. E as enormes filas nas proximidades das agências da Caixa contribuíram para o aumento de casos. “Uma humilhação para a população”.

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